Como Fazer um Currículo de Arquivista Passo a Passo (Com Modelo)
Esta página foi criada para arquivistas que desejam destacar sua expertise em gestão documental corporativa, digitalização e preservação de acervos. Na área de Arquivologia, um currículo bem estruturado é o primeiro passo para demonstrar sua capacidade de organização, metodologia e conformidade com a LGPD. Apresentar suas qualificações de forma clara e estratégica fará com que seu perfil se destaque nos processos seletivos mais concorridos.
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Objetivo profissional Seja direto e evite clichês. Para um arquivista, o objetivo profissional deve focar na área de atuação pretendida, como gestão de documentos digitais (GED), organização de arquivos permanentes ou implementação de políticas de descarte seguro. Exemplo: "Atuar como Arquivista focado na reestruturação de arquivos físicos e transição para o ambiente digital, aplicando a tabela de temporalidade (TTD) no setor hospitalar."
Experiências Liste suas experiências de forma cronológica reversa, destacando projetos de migração de sistemas, redução de custos com custódia terceirizada e implantação de softwares de GED (como e-ARQ Brasil ou SharePoint). Mencione o volume de documentos que você gerenciou (por exemplo, gestão de acervo com mais de 50 mil pastas físicas) para dar dimensão real às suas conquistas do dia a dia corporativo.
Habilidades técnicas Detalhe seu domínio nos instrumentos de gestão arquivística, como o plano de classificação de documentos (PCD) e a tabela de temporalidade (TTD). Conhecimentos em preservação digital, curadoria, metadados (Dublin Core) e conformidade com a LGPD aplicada ao tratamento de dados pessoais em arquivos são extremamente valorizados pelo mercado brasileiro atual.
Cursos e Certificações Certificações nacionais relevantes fortalecem seu perfil. Destaque sua graduação em Arquivologia (exigência da Lei nº 6.546/78 para o exercício profissional de arquivista no Brasil) e insira cursos de extensão em GED, Gestão Eletrônica de Documentos, LGPD na Administração Pública ou cursos promovidos pelo Arquivo Nacional e associações estaduais.
Dicas específicas O mercado valoriza o arquivista que entende de tecnologia. Não se limite ao tratamento acadêmico do papel: destaque sua vivência com softwares de ECM/GED, automação de fluxos de trabalho (workflow) e digitalização de documentos em conformidade com o Decreto do Governo Federal nº 10.278/2020. Traduza termos excessivamente teóricos para que o profissional de RH consiga enxergar a eficiência operacional gerada pelo seu trabalho.
Exemplo de resumo profissional
Sou arquivista graduado com mais de 5 anos de experiência na estruturação de centros de documentação e implantação de sistemas de Gestão Eletrônica de Documentos (GED) em empresas de grande porte. Especialista na aplicação de Tabelas de Temporalidade e Planos de Classificação de Documentos, com forte atuação na transição do meio físico para o digital conforme a LGPD e o Decreto de Digitalização. Desenvolvo fluxos eficientes que otimizaram o tempo de busca por documentos, reduzindo custos com custódia externa.
Habilidades para o currículo de arquivista
- Elaboração de Tabela de Temporalidade Documental (TTD)
- Sistemas de Gestão Eletrônica de Documentos (GED/ECM)
- Conformidade com a LGPD em acervos e arquivos
- Decreto Federal nº 10.278/2020 (Digitalização)
- Descrição arquivística baseada na NOBRADE
- Conservação preventiva de documentos físicos
- Atendimento a auditorias internas e externas
- Organização de arquivos permanentes e históricos
- Mapeamento e otimização de fluxos documentais (Workflows)
Frases prontas para descrever a experiência
- Liderei a transição de arquivos físicos para o formato digital de 120 mil prontuários, garantindo conformidade com a LGPD.
- Desenvolvi e apliquei a Tabela de Temporalidade Documental (TTD), reduzindo em 35% o custo de guarda externa por meio do descarte seguro.
- Implementei o software de GED/ECM nas divisões jurídica e financeira, reduzindo o tempo médio de localização de contratos para menos de 1 minuto.
- Elaborei o Plano de Classificação de Documentos da empresa, unificando a taxonomia e nomenclatura de pastas de 15 diferentes filiais nacionais.
- Ministrei treinamentos de boas práticas de gestão documental e arquivística para 120 colaboradores de áreas administrativas e operacionais.
- Coordenei o processo de higienização, organização e catalogação de acervo histórico de 40 anos, aplicando normas NOBRADE e ISAD(G).
Perguntas frequentes
É obrigatório ter registro no Ministério do Trabalho para atuar como arquivista no Brasil?
Sim, a profissão de arquivista é regulamentada pela Lei nº 6.546/1978. Para exercer legalmente a função, é necessário apresentar o diploma de bacharel em Arquivologia e solicitar o registro profissional junto à Superintendência Regional do Trabalho (antigo MTE).
Como incluir a experiência com LGPD no currículo de arquivista?
Destaque suas ações práticas em segurança da informação aplicada a documentos físicos e digitais. Descreva como você realizou o mapeamento de dados pessoais no acervo organizacional ou como estruturou o descarte seguro de relatórios contendo dados sensíveis.
Quais palavras-chave não podem faltar no meu currículo?
Insira termos essenciais como Tabela de Temporalidade, Plano de Classificação, Gestão Documental, GED, NOBRADE, Preservação Digital e Digitalização Certificada. Essas palavras-chave costumam ser muito utilizadas por recrutadores e robôs de triagem de vagas brasileiras (ATS).
Quem não tem graduação em Arquivologia pode assinar como Arquivista no currículo?
Legalmente, apenas graduados ou diplomados em nível superior na área e devidamente registrados podem atuar em cargos privativos de Arquivista. Candidatos de outras áreas que atuam com organização de documentos devem utilizar cargos como Auxiliar de Arquivo ou Gestor de Documentos.